O blog foi criado, para auxiliar as pessoas que têm dúvidas, interesses ou curiosidades sobre a vida no exterior. Como é morar em outro país, suas diferenças, cultura, sociedade, comportamento. Enfim, trocar idéias e agregar valores. Será bom caminhar com você!
Sonntag, 12. Januar 2014
Com ou sem visto? Evite constrangimentos se preparando para sua viagem!
Para ficarmos mais informadas!
Algumas pessoas talvez não saibam ou necessitem dessa informação!
Segue abaixo uma lista dos países que não necessitam de visto para a entrada de brasileiros.
É muito importante, verificar se o país para o qual se está viajando exige o visto de entrada, para evitar constrangimentos por conta da questão burocrática!
Um abraço grande!
http://aventure-se.com/2013/10/09/paises-que-nao-exigem-visto-para-brasileiros/
Donnerstag, 9. Januar 2014
A realidade depois da ilusao
Minha mudança para a Alemanha deu-se menos de um ano depois de nos conhecermos. Nós
morávamos em um apartamento de quarto, sala, cozinha e banheiro. Não
havia varanda ou terraço. Extremamente desconfortável, levando-se
em consideração que havia dois velhos aquecedores à gás, que não
esquentavam o suficiente para suportar o frio do inverno. Logo nos
primeiros dias ele me presenteou com uma linda aliança, mas não a
pôs em um determinado dedo, apenas me deu e quando eu perguntei onde
deveria usar, ele disse que eu usasse onde quisesse. Posteriormente,
a aliança não significou nenhum compromisso.
Em vez de jantares,
passeios e festas(como muitas pessoas enganosa mente pensam!), o que me aguardavam eram jantares econômicos,
feitos em casa mesmo, e com ingredientes comprados na seção de
promoção do supermercado, de produtos com validade de consumo
prestes à vencer (''hoje sei que isso é muito comum, e não
significa que os produtos estão estragados, mas que o consumo deve
ser em curto prazo); passeios de bicicleta; idas à sauna e
programas de televisão que eu não entendia, por não falar alemão.
Aquilo foi um choque para mim, que nunca havia vivenciado tal
situação. Para piorar, Albert só assistia televisão no
quarto e ficava até altas horas da madrugada com o aparelho ligado,
e muitas das vezes até adormecia assim, e para mim era um grande
tormento, pois estava habituada a dormir na total escuridão e em
silêncio. Em minha casa no Brasil eu não tinha televisão no
quarto. Algumas vezes pedia para o Albert baixar o volume ou até
mesmo desligar, mas ele normalmente não atendia às minhas
solicitações, e começava então mais uma discussão. Eu pensava
comigo mesma, que se ele tinha os seus costumes e manias de homem
solteiro ou que vivia sozinho, porque então procurar uma mulher, se ele não a
respeitava? Fui dormir no sofá na sala...mas nem isso o abalou!
Não havia feito planos ou me enganado, no sentido de ter buscado um homem rico que me tratasse como a princesa de um conto de fadas. Sempre acreditei no caráter das pessoas, e na união de dois seres por amor, ou pelo sentimento comum que leva duas pessoas a quererem estar juntas. Algumas vivências pessoais me fizeram crescer, amadurecer e me tornar uma mulher adulta com os pés no chão, o que não me torna menos sensível ou incapaz de me enganar em minhas escolhas. O mais importante de tudo isso, é que sempre fui capaz de assumir minhas responsabilidades diante do preço pago nas consequências trazidas por essas escolhas!
Quando
ainda estávamos no Brasil, o Albert havia me prometido
espontaneamente, que não manteria mais contato com garotas pela
internet, que nossa vida seria de harmonia e de muito amor, o que
também não aconteceu, pois uma vez, ele havia saído e deixado o
seu computador ligado, e então lí um diálogo que mantinha com uma
mulher em uma sala de relacionamentos da internet, e perguntando se
não tinha fotos bonitas para lhe enviar. Ali acabou minha confiança
nele . Passei a observá-lo através de um quadro, o qual o vidro
espelhava exatamente o lugar na sala, onde ele sentava ao computador.
E para ver sua reação, falava com ele como se estivesse me dirigindo
à sala, mas permanecia no mesmo lugar, apenas para ver se estava
certa nas minhas desconfianças, e então via quando ele rapidamente
mudava a tela do computador e olhava desconfiado sobre o ombro, para
ter certeza de que eu não tinha visto...Era muito triste, pois
aquele não era o meu comportamento natural. Crescí acreditando
nas pessoas. Acreditando no respeito que duas pessoas que se querem
devem nutrir uma pela outra...e parecia que aquele não era o
caso...Enfim...passei a acreditar em todos os pressentimentos ruins
que tive, antes de viajar pra Alemanha.
Em uma de nossas conversas na internet, ele falou que havia me
comprado roupas de segunda-mão, a pesar de eu lhe dizer meio sem
graça que não precisava, pois não gostava de vestir roupas que eu
mesma não tivesse escolhido, pra não dizer que nunca havia usado ou
comprado roupas assim. (Esse é um costume ainda muito praticado na
Alemanha, e acredito que em muitas outras partes da Europa, que são os chamados "Secondhand" - Lojas de Segunda Mao, como os brechós no Brasil por exemplo. Principalmente as mães, compram para as suas crianças. Essa é uma forma de economizar, levando-se em conta que existem
lojas que oferecem roupas em muito bom estado de conservação, por muito bons preços. Talvez eu não tivesse esse problema se conhecesse essa cultura. ) Tudo em vão,
pois ele já havia comprado.
Ao chegar à casa dele, fiquei chocada quando ele me mostrou as coisas que me havia comprado. Modelos tão fora de moda que jamais poderia vestí-los. Era muito vaidosa para isso.
Com o passar do tempo, eu pude observar que havia caído em uma armadilha e, por estar tão desorientada com tudo o que estava vivendo, com tantas omissões e mentiras, não via uma saída ou uma oportunidade para consertar o grande “erro” cometido.
Algum tempo depois sentí
uma grande decepção, pois tudo o que ele havia me falado e escrito
quando nos conhecemos, quase nada era verdade. Ele havia me falado
que era um esportista, que viajava três vezes ao ano para a
Austrália para praticar vôos de parapente; que nadava algumas vezes
por semana em uma piscina olímpica no centro esportivo próximo à
sua residência. Tudo mentira.
Descobrí que o Albert era desempregado, e que era sustentado pelo Estado havia anos. Ele me havia falado no Brasil ainda, que nunca havia feito uma faculdade e nem sequer tinha uma profissão, mas trabalhava com computadores e tinha sua estabilidade financeira, mas enfim, eu não pensei que fosse tão importante, que o que importava era ser feliz com Albert, já que mostrou-se aparentemente ser uma pessoa séria e havia viajado milhas para me conhecer, pelo menos era o que eu pensava.
Quando nos conhecemos,
eu estava vivendo uma fase de introspecção, não queria namorar
naquele momento, apenas curtir a minha vida de solteira, meu trabalho, e viver para
mim. Já havia me magoado demais com romances e namoros que não
deram certo, mas ele me conquistou de uma forma tão diferente que
pensei em me dar uma chance.
Na Alemanha, não demorou muito, até
que eu observei que havia algo de estranho em Albert, pois ele também
não esperou muito tempo para me mostrar a sua verdadeira face. Em uma ocasião, ele
fez questão de me ensinar, como ele limpava o apartamento, como
cozinhava (até a forma como eu cortava a cebola ele me criticava!), como lavava os pratos e etc, e que eu deveria fazer como
ele me mostrara. Uma vez, eu havia terminado de limpar os móveis,
que eram escuros e que devido aos velhos aquecedores liberarem muita
poeira, a sujeira ficava então muito visível. Ele aproximou-se e
passou o dedo para verificar se estavam bem limpos, o que eu
simplesmente achei um absurdo, mas como sempre fui tranquila e não
queria escândalos, apenas perguntei o que ele pretendia com aquilo,
pois eu não era sua faxineira e sim sua namorada. Mas não obtive
nenhuma resposta convincente, e a partir dali deixei que limpasse ele
mesmo.
Com o passar do tempo as
brigas ficaram mais sérias, faltando apenas chegarem às vias de
fato. Eu havia sido bastante tolerante, não queria acreditar que as
coisas não iriam melhorar, tinha esperanças, mas aos poucos via que
a situação entre nós só tendia a piorar. Albert não me dava
atenção e só tinha tempo para conversar com novas amigas na
internet. Além de estar envolvido na busca de um novo trabalho, o
que de fato aconteceu.
Persistente como era, eu não queria desistir de tentar, de contornar
aquela situação. Algumas vezes, achava que eu mesma talvez fosse
injusta e que talvez fosse minha culpa as discussões que se sucediam
entre nós. Albert dizia que eu sempre tinha um argumento, e ele me
criticava dizendo que eu sempre queria ter a palavra final. Eu não
aceitava essas críticas, pois sabia que era inteligente e isso era o
que me levava a sempre ter um argumento, e rebater suas críticas,
que eram sempre negativas e mexiam com minha autoestima.
Sempre
fui uma pessoa determinada e seguia estudando o idioma alemão em
casa, a pesar de ter muita dificuldade, e mesmo me comunicando com
meu namorado apenas em espanhol. Logo que eu cheguei à Alemanha, em
minha primeira viagem ao país, Albert me matriculou em um curso
básico de alemão para principiantes, o que foi de grande proveito
para mim. Mas não foi o suficiente pra me comunicar e ser entendida
com clareza, pois como nós só falávamos em espanhol, não haveria
chance de aprender a falar o idioma. Às vezes, sentia-me insegura, por
não ter o suporte que precisava em casa, sendo assim, continuei
sem saber falar.
A
nossa convivência, a vida a dois, era algo que estava fadado ao
fracasso. Durante minha permanência na Alemanha, em minha primeira
viagem, os dias foram apenas de desentendimentos. Era como se
houvesse algum tipo de concorrência entre nós, que eu não podia
compreender. Albert vivia criticando o Brasil, falando mal das coisas
que ele não conhecia pessoalmente, apenas teoricamente ou de ouvir
falar. Minha intenção era viver uma vida de paz e harmonia.
Constituir uma família, ter filhos, trabalhar, me integrar ao país
que escolhí para viver. Mas meus sonhos estavam sendo destruídos,
por alguém que invadiu minha vida com uma promessa mentirosa e
egoísta.
segue...
Montag, 9. Dezember 2013
Natal, o que você é?!
Há alguns meses, o mundo se prepara para as comemorações das Festas Natalinas. Isso me fez pensar, nas diferentes formas de celebrações para uma mesma festa. Me recordo, de como as pessoas aqui na Alemanha se mostravam (e ainda se mostram!) surpresas quando me perguntavam se no Brasil também se celebrava o Natal, e eu respondia com muito entusiasmo que sim, e que as crianças brasileiras também esperavam ansiosas pela visita do "Bom Velhinho", e que o chamávamos de Papai Noel, e ainda acrescentava morrendo de rir, que os nossos "papais noéis" não deixavam nada a desejar, em termos de caracterização física, com o Papai Noel lá do "Pólo Norte", pois mesmo num calor infernal de verão, eles se vestiam iguaizinhos!
Dizia-lhes, que também montávamos nossas Árvores de Natal e decorávamos da mesma forma como qualquer outra árvore, de qualquer outro país. E achava engraçado ouvir das pessoas, que era "inconcebível em suas mentes, visualizar um Natal sem neve ou sem frio."
E eu perguntava: "E porque não?! Os Festejos Natalinos são realizados, para celebrar, segundo as tradições das religiões cristãs, o nascimento do Menino Jesus! E que essas tradições, também foram introduzidas em outros países, como os sul-americanos por exemplo, através dos países europeus colonizadores. Claro, que esses festejos foram se ajustando, e se firmando ao longo dos tempos, e tomando as características desses países tropicais.
Reunir-se com a família para "aquele churrasco", a compra de roupas e calcados, novos móveis para a casa, renovar as casas com pintura fresca, presentes para si e para os familiares e amigos, enfim, todo o tipo de consumismo, e isso passou a ser mais valorizado, que o verdadeiro sentido da celebração daquela data, o nascimento de Jesus, o Cristo, o que se traduz em doar-se para o próximo em forma de caridade e amor.
Mas apesar de tanto consumismo generalizado, e porque não dizer globalizado, o interessante, é que nas minhas observações, pude notar, ao menos através do comportamento das pessoas próximas à mim aqui na Alemanha, que elas não se importam em comprar uma roupa nova exclusivamente para o Natal ou para festejar a entrada de um novo ano (curioso!).
Aqui na Alemanha, o Natal é celebrado em três dias: dia 24 (Noite Santa), 25 (Dia do Nascimento de Jesus) e 26/12 (pouquíssimos sabem a razão!). O dia 26, é celebrado pela Igreja Católica, como o dia do Mártir ou Santo Stefano, mas como a Igreja Evangélica não aceita essa celebração específica, esse dia é apenas celebrado como o 2° dia de Natal. Mas divergências à parte, quem ganha é o povo, que tem dois dias de folga em casa!
O que me chamou a atenção também, é que muitas tradições são mantidas rigorosamente, por exemplo, no dia 24/12, nada de grandes farturas na ceia (!). Tradicionalmente, na Alemanha de norte a sul, o principal prato é Salada de Batata ou Salada de Arenque (um peixinho que é muito parecido com a sardinha), com Salsichas assadas. Só para salientar, não há uma razão lógica para essa tradição, apenas especulações, de que seria mais prático e rápido. Mas há, como em toda a regra, as exceções, e hoje em dia, algumas famílias já ornamentam suas ceias na véspera, com os produtos oferecidos pelos supermercados, que cada vez mais se especializam em "mesas fartas e requintadas" no Natal.
Já nos dias 25 e 26/12, é dia de requinte em forma de assados variados, de acordo com o gosto de cada um: frangos, patos, gansos, peru, assado de carne bovina ou suína, e com acompanhamentos tradicionais como: repolho roxo, repolho fermentado (chucrute), purê de batata...e para o segundo dia de festa, no almoço, também comidas requintadas, normalmente a sobra do dia anterior.
Mas as celebrações Natalinas mesmo, começam com a espera da chegada do Bispo Nicolau, no dia 06/12, que é um tipo de Papai Noel, que distribui bombons, chocolate e lembrancinhas, que são colocadas nas botinhas das crianças, as quais na noite anterior se empenharam em limpar e puseram do lado de fora da porta de suas casas.
Os adultos falam para as crianças, que caso tenham sido boazinhas o ano inteiro, poderão receber guloseimas trazidas pelo bispo de madrugada, caso contrário, recebem cinzas e carvão. Para esse dia e os dias que antecedem as comemorações de Natal, são confeccionados biscoitinhos caseiros, feitos com receitas passadas de geração à geração, dos mais deliciosos sabores, a maioria à base de amêndoas, nozes e manteiga. Os ambientes exalam um delicioso aroma, e é impossível não se render à essas gostosuras.
Nós vemos muitas pessoas e entidades que dedicam-se todos os anos, o ano todo a fazer o bem e praticar a caridade ao próximo, e que desenvolvem trabalhos exemplares. Mas também vemos, o oportunismo dobrando de tamanho nesta época do ano.
Há uma música do CD infantil de Natal da minha filha Corina, no qual o cantor Rolf Zuckowski, faz alguns questionamentos:
"Natal, o que você é? Você é vela e neve, ou apenas um marinheiro que está sozinho no mar?
Natal, o que você é? Você é a esperança do mundo, ou você é apenas toda essa dinheirama?
Você acredita que as pessoas ainda hoje entendem tuas palavras, ou você é apenas um sonho da nossa infância?
Sabe, muitas pessoas precisam tanto de ti. Muitos ainda não sabem, e por isso precisam ainda mais."
Um Natal abençoado!
Dienstag, 8. Januar 2013
Estética e Saúde
Estética e Saúde!
Uma grande preocupacão dos brasileiros ou estrangeiros de uma forma
geral, é com os produtos de higiêne corporal, cabelos e beleza, e com a
alimentacão. A incerteza de saber se aquele seu produto preferido será
encontrado nos supermercados, pode ser sim um fator de estresse para algumas
pessoas, que estão viajando para passar muito tempo fora.
O Brasil por exemplo, é o país do “feijão, arroz e bife”. Claro, isso é só uma forma de
espressão, pois quando observamos a grande diversificacão da culinária
brasileira, e se fizermos uma viagem por cada região do país notaremos a
diversificada culinánia.
Mas, o que quero mostrar com essa colocacão, é que quando viajamos
para países desconhecidos, e não temos a nocão do que abrange a culinária
daquele lugar, e que nem todas as pessoas estão dispostas a experimentar ou
aceitar simplesmente de bom grado, por exemplo, um cardápio que na maioria das
vezes é à base de carne de porco, como na Alemanha, por exemplo, quando se
ouviu a vida inteira que “carne de porco é remosa”, ou “não se deve comer quando se tem um ferimento”,
e por aí a fora. Principalmente, quando se vem de países onde a alimentacão é à
base de carne bovina, peixe e de frango. É claro, que para se ter uma boa
saúde, é importante balancear a alimentacão, pois comer apenas um tipo de
carne, ou não comer alimentos que irão suprir a falta de minerais, vitaminas e
outros nutrientes importantes ao bom desenvolvimento do organismo, não é
aconselhável. E se alimentar apenas de sanduiche dos FastFood não é a saída. Mas,
não é preciso pânico, pois na Alemanha, como na Europa em geral, e acredito em
muitas partes do mundo, hoje é possível encontrar com mais facilidade aquele
ingrediente ou ítem da culinária de diferentes países.
Da mesma forma, quando o assunto é produtos para cabelos, unhas ou
maquiagem em geral. Hoje, com a modernidade dos tempos, a globalizacão e com o
grande crescimento do mercado da beleza, quase todos os produtos que se usam no mundo da estética ou
higiêne corporal em geral, são fáceis de serem encontrados em qualquer lugar,
independente do continente que você se encontre. Claro, terá mais vantagem quem
morar e tiver condicões de frequentar as grandes cidades ou os grandes centros.
A dificuldade maior, será para encontrar um salão de beleza ou um
salão de manicure e pedicure que trabalhem com a retirada das cutículas pelo
método tradicional.
Na Europa, ou particularmente na Alemanha, esse método foi praticamente
extinto. Aqui, as designes de unhas, como são chamadas as manicures, dão preferência
às unhas posticas, que podem ser aplicadas com silicone especial, acrílico ou outros
tipos de produtos.
Os precos atualmente estão bem mais em conta que há alguns
anos, quando esse servico estourou no mercado. Hoje, praticamente em cada
esquina, há um salão de manicure e pedicure, o que tornou a concorrência
bastante forte, obrigando-os naturalmente a baixarem os precos dos servicos.
Um fato curioso, é que os salões de beleza, trabalham na maioria das
vezes apenas e exclusivamente com cabelos, não oferecendo os servicos de
manicure e pedicure no mesmo espaco. Os salões fecham no sábado à tarde, e têm um dia na semana que é fechado também,como
eles chamam Ruhetag (dia de pausa). Impensável no Brasil!
Os salões de estética corporal, que também são em grande número, e
fácil de se encontrar em qualquer parte, podem sim, algumas vezes trabalhar em
conjunto com as Nails Designes (designes de unhas).
Portanto, se você é adepta ou adepto da forma tradicional da
eliminacão da cutícula, eu aconselho que traga no mínimo dois ou três alicates
de unhas já amolados, pois até para encontrar um amolador, será uma missão
quase impossível!
Freitag, 4. Januar 2013
Tantas "Joanas"
O dia transcorreu como sempre, cheio de espectativas para mim, pois
aquele alvoroco de mocas e rapazes me deixava de ouvidos e olhos mais abertos
que o normal, e não queria perder nenhum lance, nenhum zum-zum-zum, nenhuma
cena daquele dia, que prometia. Pois foi o que aconteceu, através da Margarida*
fiquei sabendo que a mãe não queria um namorado, mas estava tentando arranjar
um casamento “vantajoso” para a sua filha, e se a jovem se desse bem, ela
claro, também sairia ganhando, e sua filha estaria com o futuro “garantido”. O
que eu observei naquela situacão, é que a mãe não se importava se o tal
“pretendente” de sua filha era muito mais velho que ela, ou se estava
acompanhado ou não, pois nem o Albert fugiu aos olhares insinuantes das duas
mulheres. Um universo muito distinto do meu. Fiquei um pouco perturbada em
saber daquilo. Em meu mundo, os pais incentivam os filhos a estudar pra terem
uma vida digna. Mas o que vi, era uma mae incentivando sua filha a
prostituir-se, o que foge completamente aos padrões normais, ao verdadeiro
sentido da palavra educar. Como na ocasião, ainda hoje procuro analisar aquela
situacão do ponto de vista social, e não emitindo julgamentos ou menosprezando
aqueles dois seres humanos, que eram apenas vítimas de sua própria ignorância.
Aquela imagem das duas à beira da praia nunca me saiu da cabeca...
Entre tantas “vivências” e curiosidades daquele local, uma que muito
me chamou a atencão, era que havia uma prostituta bastante jovem, uma moca
lindíssima, da qual a Margarida* era uma espécie de “protetora”, de “conselheira”.
Ela era ainda menor de idade, e como a maioria delas, também não tinha a
escolaridade completa, ou em muitas vezes, até mesmo nenhum grau de
escolaridade. Essa jovem, tinha quatorze anos e era a filha mais velha de uma
família pobre de cinco filhos, todos moravam em um barraco, com um só vão, em
uma comunidade pobre em Prazeres, Jaboatão dos Guararapes. A mãe dela contava
com a ajuda da Margarida* para proteger a sua filha nas ruas e da violência diária.
Ela passava muitos dias fora de casa, e retornava levando algum dinheiro para
ajudar a sua mãe na criacão dos seus irmãos mais novos. Dinheiro esse ganho com
a prostituicão. A jovem, era de uma beleza impressionante, que mesmo as marcas
do sofrimento, do sol diário na praia, da pobreza e humildade estampados em seu rosto e no
corpo, não poderiam ofuscar.
Alí, muitas das garotas de programa ou prostitutas, não tinham
sequer alcancado a maioridade, mas já tinham alcancado muitas milhas em seus
vôos internacionais. Já haviam cruzado o oceano Atlântico tantas vezes se podia
imaginar, com destino à Europa.
A linda jovem, a qual darei o nome fictício de “Joana”, havia
chegado recentemente da Itália, onde havia passado um bom período. Trazia
consigo um álbum de fotografias. Como estava na companhia da Margarida*, tive a
oportunidade de ter esse álbum em minhas mãos, e pude ver com meus próprios
olhos do que se tratavam aquelas fotos. A moca havia sido fotografada em roupas
íntimas, em poses sensualíssimas, quase eróticas, eram roupas íntimas de muito
bom gosto, em vários modelos e cores diferentes, e que não escondiam as
intencões por trás do fotógrafo.
“Joana” aparecia sentada em uma poutrona luxuosíssima, em poses que
pareciam copiadas de modelos de revistas direcionadas ao público masculino. As
fotos foram feitas em um terraco superior, em uma casa que dava a entender que
era uma mansão, e que pela riqueza da decoracão e do bom gosto nos móveis,
notáva-se que o seu proprietário tinha bastante dinheiro. Em uma das fotos,
aparecia um senhor de cabelos brancos, gordo, com uma barriga bastante
saliente, em trajes íntimos e aparentando no mínimo sessenta anos. Idade, para ser avô daquela adolescente. No álbum, havia muitas fotos em que dava
a entender que a jovem parecia ter conhecido muitos lugares diferentes, vestindo
roupas de fina aparência, e mostrava-se encantada, ou talvez sentía-se
realizada de alguma forma.
Havia passado três meses na companhia daquele senhor, e sendo
tratada da forma que só ela mesma sabe. Para as suas viagens, a sua mãe havia
assinado documentos de autorizacão, considerando que pela sua idade, não
poderia decidir por sí só. Dentro de sua ignorância, ao assinar aquele
documento, sua mãe, consciente ou inconscientemente dava a liberdade quase que
diretamente para que sua filha se prostituísse no exterior.
“Joana” mostrava o seu álbum às suas colegas e transparecia estar
muito orgulhosa, como se fosse um troféu conquistado. Mas, além das fotos, o
que mais essa jovem trouxera em sua viagem de volta à realidade? Pois
encontrava-se outra vez à beira da praia, onde trabalhava como prostituta,
garota de programa ou seja lá qual for o nome que queira-se dar ao ato de
vender o corpo.
Donnerstag, 3. Januar 2013
Todos temos uma história...
Seguindo meu coracao...
Aqui, voce
conhecerá a minha história, a história de Alessandra, uma jovem de 32 anos,
classe média, inteligente, boa aparência, solteira e relativamente bem
sucedida, que abandonou a família, os amigos e um bom emprego depois que
conheceu um alemão chamado Albert através da internet. Eles se comunicavam em
espanhol, pois ela não falava alemão, e ele por já ter sido casado com uma
cubana dominava bem o idioma. Após alguns meses de contatos telefônicos e após
nos conhecermos pessoalmente e convivermos por duas semanas juntos em Recife, aceitei a proposta dele em mudar pra Alemanha e casar-mos, optando por deixar minha vida para trás, e viver com ele em
seu país de origem. Mas antes de viajar, estudei alemão por três meses, em um
curso particular, que eu mesma custeei.
Mas o que me esperava, nao foi o que eu havia imaginado, uma vida
tranquila até que aprendesse o idioma e pudesse me integrar à cultura e aos
costumes do país. A minha vida com o meu namorado foi rodeada de mentiras,
discussões e incertezas. Viajei duas vezes para a Alemanha: a
primeira vez para nos conhecermos melhor e assim vivermos juntos todos os nossos planos de felicidade; a segunda, para
insistir em algo que já comecou dando errado, e com um final certo.
Albert viajou ao Recife por duas semanas, para conhecer pessoalmente
a mulher que ele dizia ser de sua vida, a mulher com quem fazia tantos planos
futuros. No período em que ficamos juntos, ele havia alugado um apartamento
pequeno direto na praia de Boa Viagem. Era muito simples e não tinha o menor
conforto, como acontece com a maioria dos apartamentos alugados para temporada. Ele insistiu
muito para que eu ficasse hospedada com ele naquele período, e alegava
que era uma oportunidade que tínha-mos de nos conhecermos mais de perto. Nao serei hipócrita,
senti-me bastante desconfortável com aquela situacão, já que ia de encontro
aos meus costumes e princípios, pois venho de uma família de certa forma
conservadora, e para ter que ficar por duas semanas com ele no apartamento,
seria inevitavelmente constrangedor, mas queria romper com aquela barreira dentro
de mim mesma e apenas ser feliz com o meu amado no verão, e então aceitei a proposta
dele.
* No Brasil, a pesar de nos considerarmos tão liberais, ainda
estamos muito longe de sermos ou nos enquadrarmos ao comportamento europeu. O
Brasil ainda é muito conservador no que diz respeito à liberdade de expressão
em determinados aspectos. Na europa, os jovens não são vistos pelos seus pais
como atrevidos por levarem suas namoradas ou namorados para dormirem em suas
casas, ao contrário, esse comportamento é visto com muita naturalidade.
Naquela ocasião, havia tirado férias do trabalho apenas para poder
viver aquele momento que julgava tão importante em minha vida, e dedicar-me em
conhecer mais meu namorado, a pesar de não estar completamente desligada de minha
família.
O momento da vinda do Albert ao Brasil, foi para mim um momento de
muita expectativa e de difíceis mas determinantes escolhas na minha vida
pessoal, pois o meu irmão mais velho encontrava-se muito doente e debilitado,
pois era portador do vírus HIV (em estágio avancado!) que o levaria à morte em
seis meses. E foi justamente nesse período que descobrí o amor que nutria por
ele, e infelizmente era tão tarde para expressar por palavras, mas o fiz em
gestos. Cuidei dele com todo o meu coracao. Mas mesmo assim, com tanto estresse dividi o tempo
com meu namorado e aos cuidados que dedicava ao meu irmão, pois sabia dentro de mím, que ele logo partiria. Eu tomava o café da manhã com Albert, e combinava
com ele que nos encontraríamos à tarde na praia, e assim transcorreram-se alguns
dias. Enquanto eu estava ausente, Albert passava o dia na praia, pois era muito
expontâneo e comunicativo, além do que, falava perfeitamente espanhol, por isso
não tinha muitas dificuldades em manter contato com as pessoas que frequentavam
aquele local, que era exatamente um dos pontos onde os turistas se concentravam. Então foi
ali, que ele conheceu um outro alemão que já era bastante conhecido na área.
Através dele, conheceu também algumas prostitutas, ou garotas de programa, como
preferiam ser chamadas, com as quais passava o tempo na praia conversando,
enquanto eu não retornava.
No pouco período de tempo em que Albert passou comigo em Boa Viagem,
eu tive a oportunidade de conviver e de certa forma fazer parte de um mundo ao
qual não pertencia. Um mundo que só tinha nocão da existência através dos meios
de comunicacão. O vai-e-vem das muitas prostitutas que circulavam por lá.
Muitas delas ainda muito jovens, que não tinham sequer alcancado a maioridade. Algumas
meninas de rua que se prostituiam e se drogavam à luz do dia. Conhecí e tive
muita proximidade com uma garota de programa (ela insistia em não ser chamada
de prostituta), e o fato de ela vender o seu corpo, não me incomodava, pois não
conhecí apenas a profissional que frequentava a praia, conhecí o ser humano
que existia por trás dela. Margarida* era mãe de quatro filhos, e nenhuma
gestacão havia sido planejada, cada um de um pai, e não vivia com nenhum deles.
A filha mais nova tinha pouco mais de um ano e era filha de um estrangeiro com
o qual havia saido algumas vezes, e sempre que ele retornava ao seu “reduto
de férias" eles se encontravam sem o menor problema. Era uma mulher jovem,
mas experiente na vida.
Margarida*, sempre que chegava à praia era muito alegre e
descontraída, e conhecia todos por alí, e todos a conheciam, claro. Havia
passado algum tempo na Alemanha e por isso falava um pouco alemão. Ela, por conhecer
todas as meninas que “trabalhavam” por alí, conversava comigo e me falava das
experiências de vida de cada uma delas. Era triste, e o pior: era real!
Apesar de eu estar com Albert em uma área onde era normal ser
frequentado por prostitutas, cafetões e cafetinas, nunca fui molestada ou
maltratada de forma alguma. Ao contrário, fui respeitada em minhas atitudes e
comportamento, pois também respeitava as atitudes e comportamentos das pessoas
dali. Mas mesmo não tendo passado por nenhuma situacão constrangedora, em meu
íntimo me sentia sim, como um peixe-fora-d’agua. Era muita informacão de uma só vez,
era muita “realidade” para ser digerida, entendida e trabalhada em minha cabeca
de uma só vez. Já o Albert, se sentia confortável e não mostrava o menor
interesse em mudar seus hábitos ou de deixar de frequentar aquele local.
Em uma das vezes que lá estávamos, era um domingo de sol, e não pude
deixar de observar o movimento das mocas e rapazes que ali chegavam, normalmente
a partir do meio dia, que era quando comecava o dia para aquelas pessoas, depois
de descansarem das “festinhas” e “farras” da noite anterior. Um pouco mais
afastadas, mas mesmo assim bem direto no foco, sentavam-se duas mulheres. Uma
delas era já uma senhora de mais ou menos quarenta e cinco ou cinqüenta anos, e ao
seu lado uma adolescente, aparentando uns dezesseis ou dezesete anos de idade,
bem bonita por sinal. As duas observavam
o movimento das pessoas dali, e a senhora mais velha, que depois confirmei que se tratava da mãe da adolescente, não fazia a menor questão em ser
discreta, quando sinalizava para a filha os “gringos” que estavam na praia
naquele dia, e que não eram adolescentes ou jovenzinhos, mas sim senhores de
no mínimo cinqüenta anos. A princípio, pensei que a mãe estaria interessada em
encontrar um namorado para si, que fosse rico (era assim que idealizavam um
namorado estrangeiro), morassem em uma bela casa, a levasem para jantar
regularmente, lhe comprassem roupas, sapatos, jóias...e por fim, a convidasse
para ir embora com ele para seu país de origem, e assim vivessem felizes para
sempre. Uma espécie de prícipe dos tempos modernos, que as livrassem dos
problemas sociais do dia-a-dia, da miséria, da moradia precária, do desemprego,
e tantos outros fatores que servem como desculpa para buscar uma solucão na
beira da praia, como uma espécie de válvula de escape na resolucão das questões
de cunho financeiro. Tudo isso seria perfeito, se se tratasse apenas de uma
história dos livros de contos de fadas, mas a realidade às vezes tem um preco
muito alto!
segue...
Donnerstag, 4. Oktober 2012
Outubro Rosa(Brasil), Outubro Dourado (Alemanha)
Olá pessoal, ausente por muito tempo, mas sempre antenada!
Muitos sabem que moro na Alemanha há alguns anos (8 na verdade), e que nao vim morar aqui simplesmente, eu vivo aqui, o que é uma grande diferenca, levando-se em consideracao, que sou uma pessoa extremamente observadora, crítica, tenho ponto de vista, nao aceito fácil qualquer explicacao sem que esteja convicta de que aquilo realmente condiz com a realidade. Por esse meu caráter, já levei nome de
encrenqueira, arengueira e muitos tantos "eiras", mas estou aqui, firme e forte , pra continuar defendendo meu ponto de vista.
Mas aonde quero chegar com esse assunto? Quero deixar aqui a minha humilde participacao e adesao concreta à campanha do Outubro Rosa, que está acontecendo lá no Brasil, à qual tem uma pessoa que está tao engajada, e é a ela que dedico esse Post de hoje: Shirleide Lima ( http://blogdashirleide.blogspot.de/). E às pessoas que gostam de menosprezar o nosso poder público brasileiro.
Em conversa com uma pessoa bem próxima a mim, a respeito do sistema de saúde público alemao e brasileiro (alguém vai dizer: mas nao dá pra comparar! aí eu digo: só compara quem conhece, e comparar nem sempre quer dizer que o Brasil vai levar a pior! E tem mais, o que é bom, deve ser ajustado à situacao econômica, política e social de cada país e ser copiado sim!), mencionei que aqui na Alemanha, nunca vi uma campanha aberta por parte do governo alemao, de combate a seja lá o que for!!! Contra o fumo (a nao ser um aviso na carteira de cigarros de que o cigarro mata...), contra a AIDS, contra os mais diversos tipos de cânceres que matam como em qualquer outro país. Nunca, repito, nunca vi um outdoor ou campanha do governo na televisao, rádio ou em panfletos de prevencao à doenca nenhuma! E pasmem, existem dois canais de TV que sao o primeiro e o segundo canais públicos (nao passa propaganda! pois nós somos obrigados a pagar para nao passar comercial nesses canais! :)), e nem assim, há campanha nenhuma! Por outro lado, nao há propaganda pública que incentive a venda de cigarros também, mas cerveja pode divulgar na TV! (e os alcoólotras? bem...pula essa parte!)
Essa pessoa me falou, que as pessoas sao livres para irem ao médico, que o governo nao pode obrigar ninguém a cuidar da própria saúde! ...
Continuo insistindo no meu lema: Informacao é tudo! Ter a verdade nua e crua, mencionada, mostrada em fatos reais, e nao apenas em estatísticas, faz toda uma diferenca! Mostrar à populacao que o câncer de mama mata milhoes no país; mostrar que a AIDS continua sendo transmitida da mesma forma que há décadas atrás, que ela ainda existe e nao há nenhum remédio mais eficaz que a prevencao; informar à populacao, que é necessário sim, ir ao médico para fazer exames preventivos (conheci a história de uma idosa, que tinha filhos, era casada mas nunca foi ao ginecologista! Morreu de câncer; ou seja, confrontar a populacao com a realidade, é mais importante, que achar que todos têm o direito de ir e vir, e que essa liberdade deve ser respeitada. Concordo, mas nao preparar, nao instruir e nao informar, isso é omissao!
Por isso, você que adora criticar e falar mal do governo brasileiro, analise melhor de agora em diante, pois no Brasil, por mais que ainda haja corrupcao, (e em milênios vai continuar existindo!), por mais que nao tenhamos a saúde pública merecida, o povo ainda recebe informacao, e se nao a usa é por falta de interesse próprio.
Sempre serao feitas comparacoes, é inevitável. Nao dá pra fechar os olhos e fazer de conta que a vida na Europa é mais "cor de rosa" que na América do Sul, ou outros continentes...
Quanto ao Outubro Dourado, os alemaes chamam assim, quando o outono toma conta da paisagem, transformando o que era verde em marrom, amarelo, laranja e avermelhado, e quando o sol brilha sobre essa folhagem, parece que o nosso Pintor Maior, deu um toque especial e tudo parece dourado.
Beijo grande!
Muitos sabem que moro na Alemanha há alguns anos (8 na verdade), e que nao vim morar aqui simplesmente, eu vivo aqui, o que é uma grande diferenca, levando-se em consideracao, que sou uma pessoa extremamente observadora, crítica, tenho ponto de vista, nao aceito fácil qualquer explicacao sem que esteja convicta de que aquilo realmente condiz com a realidade. Por esse meu caráter, já levei nome de
encrenqueira, arengueira e muitos tantos "eiras", mas estou aqui, firme e forte , pra continuar defendendo meu ponto de vista.
Mas aonde quero chegar com esse assunto? Quero deixar aqui a minha humilde participacao e adesao concreta à campanha do Outubro Rosa, que está acontecendo lá no Brasil, à qual tem uma pessoa que está tao engajada, e é a ela que dedico esse Post de hoje: Shirleide Lima ( http://blogdashirleide.blogspot.de/). E às pessoas que gostam de menosprezar o nosso poder público brasileiro.
Em conversa com uma pessoa bem próxima a mim, a respeito do sistema de saúde público alemao e brasileiro (alguém vai dizer: mas nao dá pra comparar! aí eu digo: só compara quem conhece, e comparar nem sempre quer dizer que o Brasil vai levar a pior! E tem mais, o que é bom, deve ser ajustado à situacao econômica, política e social de cada país e ser copiado sim!), mencionei que aqui na Alemanha, nunca vi uma campanha aberta por parte do governo alemao, de combate a seja lá o que for!!! Contra o fumo (a nao ser um aviso na carteira de cigarros de que o cigarro mata...), contra a AIDS, contra os mais diversos tipos de cânceres que matam como em qualquer outro país. Nunca, repito, nunca vi um outdoor ou campanha do governo na televisao, rádio ou em panfletos de prevencao à doenca nenhuma! E pasmem, existem dois canais de TV que sao o primeiro e o segundo canais públicos (nao passa propaganda! pois nós somos obrigados a pagar para nao passar comercial nesses canais! :)), e nem assim, há campanha nenhuma! Por outro lado, nao há propaganda pública que incentive a venda de cigarros também, mas cerveja pode divulgar na TV! (e os alcoólotras? bem...pula essa parte!)
Essa pessoa me falou, que as pessoas sao livres para irem ao médico, que o governo nao pode obrigar ninguém a cuidar da própria saúde! ...
Continuo insistindo no meu lema: Informacao é tudo! Ter a verdade nua e crua, mencionada, mostrada em fatos reais, e nao apenas em estatísticas, faz toda uma diferenca! Mostrar à populacao que o câncer de mama mata milhoes no país; mostrar que a AIDS continua sendo transmitida da mesma forma que há décadas atrás, que ela ainda existe e nao há nenhum remédio mais eficaz que a prevencao; informar à populacao, que é necessário sim, ir ao médico para fazer exames preventivos (conheci a história de uma idosa, que tinha filhos, era casada mas nunca foi ao ginecologista! Morreu de câncer; ou seja, confrontar a populacao com a realidade, é mais importante, que achar que todos têm o direito de ir e vir, e que essa liberdade deve ser respeitada. Concordo, mas nao preparar, nao instruir e nao informar, isso é omissao!
Por isso, você que adora criticar e falar mal do governo brasileiro, analise melhor de agora em diante, pois no Brasil, por mais que ainda haja corrupcao, (e em milênios vai continuar existindo!), por mais que nao tenhamos a saúde pública merecida, o povo ainda recebe informacao, e se nao a usa é por falta de interesse próprio.
Sempre serao feitas comparacoes, é inevitável. Nao dá pra fechar os olhos e fazer de conta que a vida na Europa é mais "cor de rosa" que na América do Sul, ou outros continentes...
Quanto ao Outubro Dourado, os alemaes chamam assim, quando o outono toma conta da paisagem, transformando o que era verde em marrom, amarelo, laranja e avermelhado, e quando o sol brilha sobre essa folhagem, parece que o nosso Pintor Maior, deu um toque especial e tudo parece dourado.
Beijo grande!
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